este é um canto de poemas meus, nada impede que haja desenhos de outrem!
nada impede que haja poemas de outrem e desenhos meus!
agora parece-me que tenho um título: outrem...
quando meu pai morreu (4 de dezembro de 2010) nas semanas seguintes perdi três guarda-chuvas.
pensei que pudesse escrever uma crônica.
mas quando um pai morre não vira tema
a palavra endurece
os guarda-chuvas se perdem
o silêncio resolve
acho que resolve.
(para Vinicius que hoje - 28/06 - também perdeu seu pai)
segunda-feira, 27 de junho de 2011
o amor veio assim:
num vento bom
se acomodou na minha pele
nos meus olhos
afaga meu cabelo.
o amor é assim:
inimaginavelmente bom
sereno
doce.
e eu aceitei o amor assim:
aninhei-me no seu peito
e por lá fiquei
e por lá estou.
26 de fev. 2009, começou com a palavra postulo e pensando em braços.
título provisório: meu livro de Karl Blossfeldet
um maravilhamento:
se não há amor
também não sinto seus desdobramentos
maravilhas do ser sozinho
maravilha depender apenas do dia
Impediram-me da loucura.
As dores
tão suportáveis
que nulas.
Um maravilhamento
o mundo se abre
em raízes
em pétalas
em pólen
em talo
em caule
em articulações
para a vida
e nisso entendemos também a sobrevivência.
Um fundo infinito
uma haste
e um caminho
uma haste
e uma construção
uma folha
que não é só ornamento
mas em si
a sua solução de vida
maravilhas do ser sozinho:
as plantas no papel
isoladas
valorizadas
aumentadas
e eu a vê-las...
sem amor
sem desconforto
sem loucura
sem espera.
23.09.2008
***ir para os poemas de amor
o caminho:
eu te amo por todos os dias da vida , eu amo por todos os momentos que não posso amar e amá-lo e amá-lo e amá-lo. agora me escondo nessas palavras , quanto mais me demonstro e demonstro isso: essas palavras pisadas, não minhas, não entendidas, essas palavras...
essas trobas, essas trobas
a paródia- o amor
22/08/2006 (sobre o projeto do caminho dos poemas de amor)